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29/11/2017 - 15h09

Paraná está pronto para novo ciclo de investimentos




O Paraná colhe os frutos das medidas que equilibrou as finanças públicas e está pronto para um novo ciclo de investimentos. A afirmação foi feita pelo governador Beto Richa durante o Fórum Paraná Ambiente de Negócios, Inovação e a Retomada do Crescimento, promovido pelo Governo do Estado e o jornal O Estado de S. Paulo, nesta quarta-feira (29). Cerca de 100 lideranças empresariais participaram do evento, realizado em São Paulo.

“Com segurança jurídica, estabilidade política, diálogo com o setor produtivo, confiança e programas qualificados, mostramos que o Paraná voltou a ser um local para os investimentos”, afirmou Richa. “É isso que viemos mostrar nesse fórum, um ambiente propício para apresentar os bons resultados alcançados e os novos projetos, assim como fizemos ontem com o lançamento da proposta de construção de uma nova ferrovia.”

Na terça-feira (28), também em São Paulo, ao lado dos governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin, e Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, Richa lançou o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) para a elaboração de estudos técnico-operacionais, econômico-financeiros e ambientais para a construção de uma ferrovia entre Dourados (MS) e Paranaguá. “Será um rastro de desenvolvimento cortando todo o nosso Estado, atraindo ainda mais empresas para o Paraná”, afirmou.

SETOR PRIVADO - Durante o fórum no Estadão, o governador citou o Paraná Competitivo, programa criado em 2011, que já atraiu cerca de R$ 43 bilhões de investimentos e gerou 430 mil empregos diretos e indiretos, sendo 62% deles no interior do Estado. Mais de cem empresas, dos mais diversos setores, se instalaram no Paraná ou ampliaram suas plantas industriais nos últimos seis anos graças aos incentivos trazidos pelo programa.

Um exemplo é a Klabin, que investiu R$ 8,5 bilhões na fábrica de celulose, em Ortigueira, na região dos Campos Gerais. “A relação público-privado é geralmente mal descrita hoje, por causa dos acontecimentos recentes na história do País. Mas a Klabin e o Paraná tiveram uma relação impecável, o que propiciou à empresa ser referência mundial na indústria de celulose”, disse o diretor-geral da companhia Cristiano Teixeira. “Por isso, estamos estudando um novo ciclo de investimentos”, reforçou.

Para o secretário de Estado da Fazenda, Mauro Ricardo Costa, o Paraná oferece as condições necessárias para atrair cada vez mais investimentos. “Nesse momento de crise, o Estado demonstra que com as medidas adotadas conseguimos alcançar solidez fiscal e atrair empresas”, afirmou.

Ele destacou que o Paraná detém hoje a segunda posição em indústria de alimentos e produção de grãos do Brasil, além de ser o terceiro maior exportador do agronegócio brasileiro. Também ocupa as primeiras posições na indústria automotiva, indústria da transformação, saneamento, energia e infraestrutura.

INVESTIMENTO PÚBLICO – Outro tema do encontro foi o investimento público. Governo do Paraná tem um orçamento de R$ 7,6 bilhões para investir em 2017 e previsão de R$ 8,5 bilhões para 2018, somando os aportes da Copel e da Sanepar. “Isso se traduz em mais obras e programas, mais qualidade de vida para a população e um atendimento melhor nas áreas de saúde, educação e segurança pública”, afirmou Richa.

Na área de infraestrutura, foi apresentado o case do Porto de Paranaguá, que já movimentou 50 milhões de toneladas em 2017. O diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino, enfatizou que o porto superou 43 recordes dos últimos anos. “Destaques para movimentação de cargas, volume de recepção de caminhões, volume de embarque de veículos”, afirmou.

Saneamento e energia também fizeram parte dos debates. Na área de energia, o diretor-presidente da Copel Telecom, Adir Hannouche, lembrou que nos últimos anos a companhia foi reconhecida seis vezes como a maior distribuidora da América Latina, enquanto a Sanepar tem um ciclo de obras que passa de R$ 4 bilhões.

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